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Micron Para de Fabricar a Memória da Sua RTX 50: Vale Comprar Agora Antes que Fique Mais Cara?

há 3 horas
6 min de leitura

A memória GDDR7 que equipa a maioria das placas RTX 50 da NVIDIA acabou de perder um dos seus três fornecedores. A Micron confirmou, nesta segunda-feira (22/09), que parou de fabricar o chip de 2GB de GDDR7 usado em modelos como a RTX 5060, e isso muda a conta de quem está decidindo entre comprar uma RTX 50 agora ou esperar um pouco mais. Não é a primeira vez que a memória aperta o mercado de placas de vídeo em 2026, mas desta vez o motivo é bem específico: a partir de agora, só sobraram Samsung e SK Hynix fabricando esse chip de GDDR7 pro mundo inteiro.

O que mudou

O UNIKO's Hardware flagrou a mudança direto no catálogo público da Micron: a página do chip D8FHL (código de peça MT68A512M32DF-28:A) parou de mostrar especificações e passou a exibir "No results found". Esse é o chip de GDDR7 de 16Gb (2GB) rodando a 28 Gbps. A Micron também tinha uma versão de 32 Gbps do mesmo chip, e as duas sumiram do catálogo ao mesmo tempo. Na prática, todos os módulos de 2GB de GDDR7 da Micron entraram em End of Life (fim de vida útil).

Isso importa porque a Micron não era um fornecedor qualquer: ela só entrou de vez na produção de GDDR7 pras placas RTX 50 em fevereiro deste ano, quando uma GALAX GeForce RTX 5060 foi flagrada usando quatro desses chips D8FHL para fechar os 8GB de memória padrão da placa. Isso a tornava a terceira fabricante de GDDR7 pro ecossistema RTX 50, ao lado da Samsung e da SK Hynix, e reforçava justamente o ponto mais sensível da cadeia: quanto mais fornecedores de memória, menor a chance de faltar peça pra montar a placa.

A ficha técnica oficial da própria NVIDIA confirma onde esse chip específico entra: a família RTX 5060 usa memória padrão de 8GB GDDR7 em barramento de 128 bits, com 448 GB/s de banda. É exatamente a configuração de quatro chips de 2GB que a Micron ajudava a suprir. A RTX 5060 Ti soma a mesma base, com a versão de 16GB dobrando o número de chips por placa.

A Micron ainda fabrica chips de GDDR7 de 3GB (24Gb), que permitiriam configurações mais densas: uma placa com quatro chips passaria de 8GB para 12GB, por exemplo. Só que, segundo vazamentos de fabricantes de placa, esses módulos de 3GB custam bem mais caro que os de 2GB, o que não faz sentido econômico pra maioria da linha RTX 50 atual. Hoje eles aparecem só nas RTX PRO Blackwell (workstation) e na RTX 5090 Laptop, não nas placas de desktop que a loja mais monta e vende no dia a dia.

O que isso significa na prática pra quem quer comprar

Menos fabricante de memória não significa que a placa vai sumir da loja amanhã. Significa que a Samsung e a SK Hynix passam a ser os únicos responsáveis por suprir esse chip pro mundo inteiro. Qualquer soluço de produção de qualquer uma das duas agora pesa 100% no mercado, sem uma terceira fabricante pra absorver o impacto. Isso é especialmente sensível pra placas de entrada e meio de linha, como a RTX 5060, RTX 5060 Ti e modelos equivalentes, que dependem justamente desse chip de 2GB pra fechar a configuração padrão sem custar caro demais.

Esse aperto não acontece isolado. Em 2026, o mercado de memória inteiro (GDDR7, mas também DRAM comum e NAND) está sendo pressionado pela demanda de data centers de IA, que pagam mais caro pelo mesmo chip que vai numa placa de vídeo gamer. Os números já mostram isso: segundo levantamento do Tech Insider, a RTX 5090 foi vendida nos EUA por US$ 5.199 em setembro, contra US$ 4.699,99 em agosto e US$ 4.299,99 em junho, uma escalada mês a mês na mesma placa. A AMD, que usa memória GDDR6 (não GDDR7) na linha RX 9000, também não escapou: subiu o preço em cerca de US$ 10 a cada 8GB de VRAM no fim de 2025 e aplicou um segundo reajuste em janeiro de 2026, com custos de GDDR6 relatados em alta de 15% a 25% desde então. Segundo o mesmo levantamento, novas fábricas de memória da Micron e da SK Hynix só devem entrar em produção plena a partir de 2027, e analistas do setor não esperam alívio de verdade no preço de GPU antes de 2028.

E os preços no Brasil?

O aperto já aparece na prateleira brasileira. Hoje, o menor preço à vista de uma RTX 5060 está em R$ 2.444, acima da média dos últimos 30 dias (R$ 2.365) e bem longe do menor preço registrado nos últimos 90 dias, R$ 1.899. Na RTX 5060 Ti 16GB a diferença é ainda mais clara: o menor preço à vista de hoje, R$ 4.127, está 6,3% acima da própria média de 30 dias (R$ 3.883) e quase R$ 1.300 acima do menor preço visto nos últimos 90 dias (R$ 2.864). É exatamente o tipo de curva que se espera ver quando o custo da memória sobe: o preço mínimo de hoje já não encosta no preço mínimo de ontem. Não é coincidência que lojas brasileiras já estejam usando a alta da memória como argumento de venda: uma promoção recente de RTX 5060 no varejo nacional foi anunciada literalmente como "ótima chance antes da alta no preço das memórias".

Vale comprar agora ou esperar?

Se você precisa montar ou trocar de placa agora, esperar o mercado "acalmar" não é uma boa aposta: os próprios analistas apontam 2028 como horizonte de normalização, e cada mês de espera é mais um mês de preço subindo, não caindo. Por outro lado, sair comprando qualquer RTX 50 achando que ela vai "sumir da loja amanhã" também não é o cenário, a Samsung e a SK Hynix continuam produzindo em volume, e o próprio site da NVIDIA segue vendendo RTX 5060 e RTX 5060 Ti normalmente. O ponto real é outro: o custo de errar a escolha ficou mais caro. Comprar a placa errada pro seu orçamento, ou pra jogo que você realmente joga, dói mais agora do que dói quando a memória estava barata. Foi exatamente esse tipo de aperto de oferta que eu já vinha sinalizando quando a escassez de GPU de entrada apareceu como tendência pro fim de 2026, a história da memória GDDR7 é só mais um capítulo do mesmo problema de fundo.

Como a MW Gamer Lab ajuda nisso

Eu sou o Willian, trabalho no mercado de informática desde 2005 e hoje toco a MW Gamer Lab em Osasco. Nesse tipo de cenário, preço subindo e configuração de memória mudando de placa pra placa, o que mais evita dor de cabeça é montar com quem acompanha o mercado todo dia, não só o preço anunciado na loja. Eu confiro a configuração real de memória de cada modelo antes de fechar o orçamento, comparo o que está disponível de verdade hoje (não só no papel) e monto a máquina certa pro seu jogo e pro seu bolso, sem empurrar upgrade que você não precisa. Se você está em dúvida entre comprar agora ou esperar, me chama no WhatsApp (11) 91316-9650 que eu te ajudo a decidir com base no que está disponível de verdade, não só no anúncio. Também respondo por lá pelo Instagram @consultoria.mw.

Perguntas frequentes

A RTX 5060 que já está na loja vai subir de preço da noite pro dia? Não necessariamente. O estoque que já foi fabricado com os chips antigos da Micron continua normal. O risco é nas próximas remessas, que dependem só de Samsung e SK Hynix.

Isso afeta só a RTX 5060? O chip de 2GB da Micron era usado principalmente em modelos de entrada e meio de linha, como RTX 5060 e RTX 5060 Ti. Placas de ponta como RTX 5080 e RTX 5090 já usam configurações de memória diferentes.

Por que a Micron simplesmente parou de fabricar um chip que funcionava bem? A empresa não deu um motivo oficial. A teoria mais discutida no mercado é que os módulos de 2GB dão menos margem que os de 3GB, e a Micron também tem redirecionado parte da produção pra memória de servidor de IA, que paga mais caro.

Existe alternativa pra quem não quer pagar mais caro numa RTX 50 agora? Sim, GPUs de gerações anteriores ainda em estoque, ou equivalentes da AMD, podem valer mais a pena dependendo do jogo e da resolução que você usa. Vale uma conversa antes de fechar a compra.

Isso é a mesma crise de RAM que já foi notícia este ano? É parte do mesmo pano de fundo, a demanda de data centers de IA por memória, mas é um evento específico: a saída da Micron do fornecimento de GDDR7 de 2GB pras RTX 50, não da RAM comum (DDR5) que vai no resto do PC.

Fontes

 
 
 

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